Preparar o Tróia-Sagres 2011

Como certamente muitos de vós, eu também pertenço a um grupo de ciclistas que não só partilha o seu gosto por estes fantásticos veículos de duas rodas, como também muitos dos quilómetros galgados em cima deles por esse Portugal fora.

Iniciámos as nossas lides em 2006 virados exclusivamente para o BTT puro e duro quase sempre praticado no meio do mato (Monsanto, Sintra, Jamor…). Ao longo dos anos temos feito também inúmeras maratonas de norte a sul do País e mais recentemente (desde 2009) virámo-nos também para o asfalto abraçando o conceito URB (percursos citadinos feitos em bicicleta de BTT) e o Ciclismo de Estrada. Podemos, portanto, auto-apelidarmo-nos de “Grupo Eclético”.

No meio de todos estes conceitos, uma das aventuras que experimentamos fazer foi a “obstinação anual Tróia-Sagres” (assim apelidada pelo seu criador e mentor António Malvar). Fizémo-lo na edição de 2009 sem nenhum tipo de preparação específica (nem física, nem psicológica) e sem nenhum objetivo particular traçado. Sabíamos de onde iríamos partir mas não marcamos no mapa nenhuma referência para a chegada. Apenas sabíamos que chegar a Sagres seria uma utopia. E chegámos a Vila Nova de Milfontes, sensivelmente a meio do percurso, depois de completarmos uns honrosos (pelo menos para nós) 101,5km em cerca de 4 horas de andamento.

Antes desta aventura e durante todo o ano de 2009, para além das inúmeras saídas de BTT cuja quilometragem média se cifrou em cerca de 30km por volta, fizemos apenas dois “ensaios” acima dos 60km em bicicletas de estrada. Um em Fevereiro de 2009 de 95km e outro em Agosto do mesmo ano de 62km. Bela preparação, hem!!!! 🙂

Apesar de termos começado a rolar um pouco mais em estrada, em 2010 decidimos não participar.

E foi precisamente em Dezembro de 2010, embora sem o conscientemente sabermos na altura, que demos o kick-off na preparação para a edição de 2011 do Tróia-Sagres. No dia 19 de Dezembro de 2010 fizemos 126km entre o Montijo e Estremoz. A nossa maior distância percorrida até então e logo bem “aviada” com 1,185 mt de acumulado. Desde essa altura até à data em que vos escrevo este artigo, fizemos cerca de 20 saídas em bicicleta de estrada perfazendo uma média de aproximadamente 75km por volta sendo de destacar as recentes distâncias de 120km, 130km e 150km, todas elas efetuadas a uma average moving speed na casa dos 29km/h. De assinalar também que, de 2010 para 2011, a distância percorrida nas nossas bicicletas de BTT triplicou (passou de 1.100km em 2010 para os 3.300km em 2011 até Novembro).

Podemos, portanto, dizer que as nossas expetativas para a edição deste ano são, no mínimo, mais animadoras do que em 2009.

Seremos 8 ou 9 ciclistas à partida e tudo faremos para sermos os mesmos 8 ou 9 ciclistas à chegada.

Iremos usar a famosa técnica da “rotatividade frontal” (qual Gabriel Alves) em que, de x em x km ou minutos, a dianteira do pelotão vai sendo assegurada por um ciclista diferente.

Contamos com um indispensável apoio logístico de 3 viaturas com os devidos  “Diretores Desportivos” lá dentro munidos do lendário megafone.

E vejam lá que até temos objetivos traçados!?!?

Partilho-os então convosco:
1º objetivo – divertirmo-nos;
2º objetivo – divertirmo-nos;
3º objetivo – divertirmo-nos;
4º objetivo – chegarmos todos ao destino e sem mazelas;
5º objetivo – ah é verdade… a performance:
– Tempo total de 9h
– Moving time de 8h
– Average moving speed de 25km/h
– Chegar a Sagres às 17h sem necessidade de luzes 😉

Portanto, e tendo como referência os famosos e quase científicos compêndios futebolísticos, é caso para dizer que “estão reunidas todas as condições para que se possa assistir no dia 10 de Dezembro a um excelente espetáculo de… ciclismo“. 🙂

Depois disso cá voltarei para vos contar como correu…

A todos os que, tal como nós, vão participar na edição deste ano do Tróia-Sagres, aqui fica o nosso desejo para que tudo vos corra pelo melhor e que cheguem a Sagres no melhor estado possível para que, no mínimo, consigam rastejar até ao restaurante mais próximo para um mais que merecido jantar de reposição de calorias.

Byk

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Comments
5 Responses to “Preparar o Tróia-Sagres 2011”
  1. TT diz:

    Boa Byk…
    Gosto….

    Ab
    TT

  2. primus master diz:

    Sem foguetes antecipados e apenas referindo-me à grande facilidade com que o grupo fez o ultimo treino/passeio de 150kms, apetece-me comentar: tudo se torna mais execuível e fácil quando devidamente pensado, estruturado, trabalhado, treinado e limado; com persistencia, espirito de equipa e gosto. Sem (quase) qualquer stress ou pressão. E mesmo quando algumas arestas parecem dificeis de tratar. O engraçado é que, diz o ditado, quem corre por gosto não cansa e foi tão relaxante e fluida a forma como as coisas decorreram. Vontade, espirito de grupo, integração, participação… que lugares tão comuns mas tantas vezes deslocados do contexto ;-)) eheheh

    • byk diz:

      O chamado “treino invisível” que, contrariamente ao que se possa pensar, se sobrepõe na maioria das vezes ao “treino visível” 😉

  3. dinisscruz diz:

    Gosto especialmente dos 4 primeiros objectivos, embora chegar sem a necessidade de luzes também seja uma boa “cenoura”.

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  1. […] prometido num artigo anterior cá estou de volta para vos contar como correu esta grande aventura que foi o Tróia-Sagres deste […]



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